ALERTA SOBRE MALÁRIA, DENGUE
E FEBRE AMARELA
Por:
LF Pinheiro
Houve
um tempo em que para contrair doenças como malária,
dengue e febre amarelas era necessário embrenhar-se
selva adentro nos mais distantes lugares do país. Hoje
os mosquitos transmissores estão em nossos jardins e na
maioria dos lugares onde gostamos de praticar o
Flyfishing.Para
malária e dengue ainda não podemos contar com vacinas e
a prevenção – nem sempre efetiva - pode ser feita com o
uso de inseticidas nos locais fechados e de repelentes
quando ao ar livre.
Leia
atentamente as informações abaixo e não se exponha
desnecessariamente quando em viagem para as zonas
endêmicas.
 Larva
do mosquito Anopheles transmissor da malária

Mosquito do gênero Anopheles transmissor da malária
Progressão e sintomas
A malária causada pelo protozoário P.falciparum
caracteriza-se inicialmente por sintomas inespecíficos,
como dores de cabeça, fadiga, febre e náuseas. Estes
sintomas podem durar vários dias.
Mais tarde, caracterizam-se por acessos periódicos de
calafrios e febre intensos que coincidem com a
destruição maciça de hemácias e com a descarga de
substâncias imunogênicas tóxicas na corrente sanguínea
ao fim de cada ciclo reprodutivo do parasita. Estas
crises paroxísticas, mais frequentes ao cair da tarde,
iniciam-se com subida da temperatura até 39-40 °C. São
seguidas de palidez da pele e tremores violentos durante
cerca de 15 minutos a uma hora. Depois cessam os
tremores e seguem-se duas a seis horas de febre a 41 °C,
terminando em vermelhidão da pele e suores abundantes. O
doente sente-se perfeitamente bem depois, até à crise
seguinte, dois a três dias depois.
Se a infecção for de P. falciparum, denominada
malária maligna, pode haver sintomas adicionais mais
graves como: choque circulatório, síncopes (desmaios),
convulsões, delírios e crises vaso-oclusivas. A morte
pode ocorrer a cada crise de malária maligna. Pode
também ocorrer a chamada malária cerebral: a oclusão de
vasos sanguíneos no cérebro pelos eritrócitos infectados
causa déficits mentais e coma, seguidos de morte (ou
déficit mental irreversível). Danos renais e hepáticos
graves ocorrem pelas mesmas razões. As formas causadas
pelas outras espécies ("benignas") são geralmente apenas
debilitantes, ocorrendo raramente a morte.
Os intervalos entre as crises paroxísticas são
diferentes consoante a espécie. Para as espécies de
P. falciparum, P. ovale e P. vivax, o
ciclo da invasão de hemácias por uma geração,
multiplicação interna na célula, hemólise (rompimento da
hemácia) e invasão pela nova geração de mais hemácias
dura 48 horas. Normalmente há acessos de febre violenta
e tremores no 1° dia e, passadas 48 horas, já no 3° dia,
novo acesso, sendo classificada de malária ternária. A
detecção precoce de malária quaternária, em que o novo
acesso de febre ocorre no 4ª dia, é importante porque
este tipo pode não ser devido a P. falciparum,
sendo, portanto, menos perigoso.
Se não diagnosticada e tratada, a malária maligna
causada pelo P. falciparum pode evoluir
rapidamente, resultando em morte. A malária "benigna"
das outras espécies pode resultar em debilitação
crônica, mas mais raramente em morte.
A vacina encontra-se em fase final da fase II – estudo
terapêutico piloto – e em mais dois ou três anos poderá
ser usada em larga escala.

Larvas e pupas do Aedes aegypti

Mosquito transmissor da dengue Aedes aegypti e da
febre amarela
A dengue e a febre amarela são transmitidas através da
picada da fêmea contaminada do Aedes aegypti,
pois o macho se alimenta apenas de seiva de plantas. Um
único mosquito que vive quarenta e cinco dias, em média,
pode infectar até trezentas pessoas.
Progressão e sintomas da dengue
O período de incubação é de três a quinze dias após a
picada e dissemina-se pelo sangue (viremia). Os sintomas
iniciais são inespecíficos como febre alta (normalmente
entre 38° e 40 °C) de início abrupto, mal-estar,
anorexia (pouco apetite), cefaléias, dores musculares e
nos olhos.
No caso da dengue hemorrágica, após a febre baixar pode
provocar gengivorragias e epistáxis (sangramento do
nariz), hemorragias internas e coagulação intravascular
disseminada, com danos e enfartes em vários órgãos, que
são potencialmente mortais. Ocorre frequentemente também
hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias
abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda
petéquias (manchas vermelhas na pele), e dores agudas
das costas (origem do nome, doença “quebra-ossos”).
A síndrome de choque hemorrágico da dengue ocorre quando
pessoas imunes a um sorotipo devido a infecção passada
já resolvida são infectadas por outro sorotipo. Os
anticorpos produzidos não são específicos
suficientemente para neutralizar o novo sorotipo, mas
ligam-se aos virions formando complexos que causam danos
endoteliais, produzindo hemorragias mais perigosas que
as da infecção inicial. A febre é o principal sintoma.
Desenvolvimento de vacina
Ainda não há vacinas comercialmente disponíveis para a
dengue, mas a comunidade científica internacional e
brasileira está trabalhando firme neste propósito.
A dengue, com quatro vírus identificados até o momento,
é um desafio para os pesquisadores, pois a sua vacina é
mais complexa que as demais. É necessário fazer uma
combinação de todos os vírus para que se obtenha um
imunizante realmente eficaz contra a doença.
Pesquisadores da Tailândia estão testando uma vacina
para a dengue em 3.000-5.000 voluntários humanos após
terem obtido sucesso em testes com animais e em um
pequeno grupo de voluntários humanos. Diversas outras
vacinas candidatas estão entrando na fase I e fase II
das pesquisas.
Estima-se que deve-se ter um imunizante contra a dengue
dentro dos próximos anos.
O Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro anunciou que
em 2012 estará disponível uma vacina para os quatro
tipos de dengue.
Progressão e sintomas da febre amarela
O período de incubação é de três a sete dias após a
picada. Dissemina-se pelo sangue (virémia). Os sintomas
iniciais são inespecíficos como febre, cansaço,
mal-estar e dores de cabeça e musculares (principalmente
no abdome e na lombar). Náuseas, vômitos e diarréia
também surgem por vezes. Alguns indivíduos são
assintomáticos.
Mais tarde e após a descida da febre, em 15% dos
infectados, podem surgir sintomas mais graves, como
novamente febre alta, diarréia de mau cheiro, convulsões
e delírio, hemorragias internas e coagulação
intravascular disseminada, com danos e enfartes em
vários órgãos, que são potencialmente mortais.
As hemorragias manifestam-se como sangramento do nariz e
gengivas e equimoses (manchas azuis ou verdes de sangue
coagulado na pele). Ocorre frequentemente também
hepatite e por vezes choque mortal devido às hemorragias
abundantes para cavidades internas do corpo. Há ainda
hepatite grave com degeneração aguda do fígado,
provocando aumento da bilirrubina sanguínea e surgimento
de icterícia (cor amarelada da pele, visível
particularmente na conjuntiva, a parte branca dos olhos,
e que é indicativa de problemas hepáticos).
A cor amarelada que produz em casos avançados deu-lhe
obviamente o nome. Podem ocorrer ainda hemorragias
gastrointestinais que comumente se manifestam como
evacuação de fezes negras e vômito negro de sangue
digerido. A insuficiência renal com anúria (déficit da
produção de urina) e a insuficiência hepática são
complicações não raras.
A mortalidade da febre amarela em epidemias de novas
estirpes de vírus pode subir até 50%, mas na maioria dos
casos ocasionais é muito menor, apenas 5%.
Vacinação
Pessoas que residem ou viajam para zonas endêmicas de
febre amarela devem ser vacinadas. A vacina, com 95% de
eficácia, tem validade de 10 anos. A pessoa não deve
tomá-la novamente enquanto a validade permanecer.
Segundo recomendação do Ministério da Saúde do Brasil,
mulheres que estão a amamentar devem adiar a vacinação
contra a febre amarela até a criança completar seis
meses. No Brasil, a vacina contra a febre amarela faz
parte do esquema básico da infância nos Estados onde a
doença é endêmica.
A vacina é composta de vírus atenuado e só faz efeito 10
dias após sua aplicação. È grátis e pode ser encontrada
nos postos de saúde em todo o país.
Caso sinta os sintomas acima procure imediatamente
socorro médico e em hipótese nenhuma faça
automedicação.
Fonte: Wikipédia e
Ministério da Saúde |