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FLYFISHING
TAMBÉM É PARA MULHERES
Por:
LF Pinheiro
Fotos:
LF Pinheiro
Durante
esses anos em que tenho me dedicado exclusivamente ao flyfishing, pude constatar
que diferentemente dos outros métodos de pesca, as mulheres tem tido
uma participação mais ativa. E a adesão não é
apenas para acompanhar seus namorados ou maridos nas pescarias, mas por que
percebem que o fly é muito divertido, limpo e podem fazer igual e até
melhor, que muitos homens. Invariavelmente nos cursos que tenho ministrado,
o chamado "sexo frágil" está presente e faz bonito,
não só com a presença, mas também na assimilação
dos ensinamentos.
Essa
constatação ocorre no mundo todo e nos EUA onde tudo é
feito baseado em estatísticas, a presença feminina, com mais
de 16 anos de idade, já chega a 26% do total de praticantes em água
doce. É claro que na terra do Tio Sam, a participação
de personalidades ilustres é comum, como por exemplo, Christine Whitman,
governadora de New Jersey, Fany Krieger, Joan Wulff, Jane Fonda, e a estrela
maior Rhea Topping, denominada a Embaixatriz do Flyfishing.
Na
Argentina não é diferente e entre as praticantes do fly, uma
tem se destacado, não só pela presença constante nos
eventos importantes e na contribuição junto à mídia
para a divulgação do método, mas e principalmente pela
dedicação no aprendizado permanente. Seu nome é Silvia
Bergamaso, 33 anos, solteira, agropecuarista e residente em Buenos Ayres.
Ao
concluir o colégio, aos 18 anos, Silvia saiu em férias com seu
pai, flyfisher experimentado, e ao vê-lo arremessando no lago Meliquina,
pediu um equipamento para experimentar. Recebeu uma vara #10 de fibra de vidro
(pesa tanto quanto um machado) com linha ruim e um wader cheios de furos.
Mesmo assim, no final da tarde fisgou uma truta marrom e isto foi o suficiente
para que ela se envolvesse definitivamente com o flyfishing.
Passados
18 anos elegeu como preferidas varas #5 e #6 de ação progressiva
e wader "sem furos" e continua preferindo as trutas marrons, por
que foi uma das maiores - quase 3kg - que já pegou. Durante o período
de férias, Silvia passa 90% do tempo pescando, em lagos e rios da Patagônia,
mesmo por que quase todos os namorados que já teve também são
praticantes do flyfishing.
A
Flyfisher portenha define o fly como um desafio permanente de aprendizado
e que propicia uma maneira gostosa de aproveitar as maravilhas da natureza.
E atar suas próprias moscas é muito interessante e relaxante.
Além disso, o envolvimento com os praticantes de fly é gratificante
pois é tratada com respeito, igualdade e como companheira. Com tudo
isso, Silvia acha estranho que não haja mais mulheres praticando o
esporte e faz um convite: experimente o flyfishing, tenho certeza que você
irá amar.
Para ler matéria de autoria da flyfisher
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