|
A ÉTICA
Ou a falta dela
Por:
LF Pinheiro
Sou um
sexagenário que teima em permanecer neste planeta o que me trouxe
experiência de vida e profissional e, por isso, sei que quem se expõe
publicamente está sujeito a críticas, julgamentos e agressões de todo
tipo no transcorrer dos anos.
A
exposição na mídia não abre exceção e a
participação na pesca esportiva deve, antes de
tudo, ser pautada pela ética e exposição
imparcial dos fatos para que haja um
relacionamento honesto com o público
interessado. É assim que eu vejo a coisa.
Em
contra partida espero que quando houver
discordância aos meus procedimentos e
pensamentos, que a recíproca seja verdadeira. Ou
seja, que as críticas sejam orientadas pela
ética, respeito e elegância na discordância. Por
que não? Afinal podemos divergir das ideias, sem
necessariamente partir para a falta de ética e
pior, para a falta de educação, agressão verbal
e ameaças a integridade física.
Esse
tipo de comportamento é natural naqueles que
vivem no vazio da participação coletiva, porque
lhes falta conteúdo e sobram egoísmo e
arrogância. Geralmente quem adota a crítica pela
crítica não possuí cultura específica – e menos
ainda geral - e adota o comportamento na
tentativa de sair do obscurantismo obtendo
espaço à custa dos que colaboram com a formação
e expansão do segmento.
Essa
gente de polaridade desagregadora não tem visão
de médio e longo prazo e, via de regra, vendem o
almoço para obter o jantar, quando o conseguem.
São os ‘vampiros’ do conhecimento alheio que
vivem permanentemente em busca desse alimento
para saciar sua fome originada e mantida na
ignorância. Desconhecem ainda que ao receber o
conhecimento devem reparti-lo para que ocorra a
multiplicação, pois ao confiná-lo só para si
mesmos, o conhecimento fenece.
A
existência dessa turba ignara, perita em
comentários áridos e inodoros, faz com que
muitos expoentes e árduos pesquisadores estejam
recolhidos e lamentando a morte do conhecimento
por receio de serem submetidos ao crivo da falta
de ética. São ainda jovens na idade ou na
experiência no trato com a coletividade e,
infelizmente, a maioria não se revela. De novo
aqui quem perde é quem está em busca do
conhecimento.
Digo
aos ‘jovens’ que mesmo sujeitos aos antiéticos
vale a pena se expor e dividir o conhecimento.
Porque é preciso que a pesca esportiva, com
ênfase para o Flyfishing, cresça e se desenvolva
no Brasil e que esse espaço de compartilhamento
do conhecimento e saber cada vez mais seja menos
habitado pelos autodidatas.
A esses
‘jovens’ clamo que exercitem diariamente a ética
e deixem a falta dela para aqueles que vivem
eternamente confinados no buraco negro da
ignorância. Porque mesmo sob ataque covarde
sempre valerá muito a pena ter se dedicado com
paixão ao Flyfishing. |