O
método de pescar com fly é milenar – talvez o mais antigo – e praticado
em todo o mundo por diferentes tipos de pessoas. Aqui é praticado há
algumas décadas por um punhado de pescadores e até bem pouco tempo era
timidamente estimulado pelos diversos veículos existentes no segmento
da pesca esportiva.
Contudo,
nos dois últimos anos, um forte impulso foi dado ao fly e a repercussão
pôde ser imediatamente sentida entres os pescadores esportistas que
anseiam por um método mais técnico, mais divertido de pescaria. É compreensível,
até pelo curto espaço de tempo, que o fly ainda provoque uma certa “confusão”
nas pessoas que não aceitam reavaliar seus conceitos ou, ainda, não
disponham de informação suficiente para formar uma opinião completa
sobre o método de pesca que mais cresce no Planeta.
Já
podemos ver os novos adeptos exercitando no mar, nas represas, nos rios,
riachos e até em pesque e pague, pondo definitivamente por terra o mito
de que fly “é só para águas rasas e frias”. Em breve, outros mitos também
serão desfeitos, tais como: o vento atrapalha, com obstáculos às
costas não dá para arremessar, em lugares fundos não é possível, etc.,
etc.
Assim
que empresas multinacionais do setor forem chegando, não só empregos
serão aqui gerados, mas também conceitos, sistemas de vendas e atendimento
e até leis para a pesca precisarão ser reavaliados. Acredito que o motivo
dessas mudanças pode, basicamente, estar nas atitudes daqueles pescadores
que praticam o esporte com iscas artificiais e, ao longo dos anos, aprenderam
não só a pescar, mas e principalmente, a se defender de oportunistas
e hoje não se deixam enganar tão facilmente.
É
da natureza humana aceitar e vencer desafios e o fly também é um desafio,
por isso veio para ficar.
N.A.:
Esta matéria foi primeiramente publicada na edição da revista PESCA
BRASIL, edição nº 11 de setembro/97. Hoje é ainda mais atual do que
na época.