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TUCUNARÉ
MOCINHO OU BANDIDO?
Por:
LF Pinheiro
Originário
da bacia amazônica, o tucunaré vem sendo alvo de críticas
e elogios em toda a nação brasileira e há pessoas
dentro do IBAMA que defendem a erradicação das espécies
existentes fora do habitat natural.
Para avaliar essa e outras situações geradas pela introdução
do tucunaré nas demais bacias hidrográficas brasileiras;
pesquisadores, técnicos e pescadores esportivos reuniram-se em
no Centro Nacional de Pesquisa de Peixes Tropicais - CEPTA - em Pirassununga/SP,
entre 15 e 16 de julho de 1999.
No
evento coordenado pelos biólogos Geraldo Bernardino e Osmar Ângelo
Cantelmo, responsáveis pelo primeiro centro de pesquisa ictiologia
do país, temas como: a biodiversidade do tucunaré, representatividade
econômica, impactos ambientais, pesca esportiva, entre outros,
foram debatidos com base em pesquisas científicas e experiências
práticas com as espécies.
Um dos presentes no encontro, Dr. Efrem Ferreira, vem realizando um
trabalho em Manaus que é de importância vital para nosso
país, pois além de identificar as diversas espécies
existentes, mostra que as introduções ocorridas nas demais
bacias hidrográficas é irreversível e precisa urgentemente
de acompanhamento técnico, para avaliação do impacto
ambiental causado pelo peixe.
No
entanto, ao final do evento, pareceu haver concordância entre
os presentes que se houver controle e regulamentação para
exploração racional, o tucunaré poderá transformar-se
em fonte geradora de empregos, alimentação, arrecadação
e no símbolo da pesca esportiva brasileira Outros encontros estão
previstos, com o propósito de dar continuidade às discussões
e apresentar soluções para as dúvidas ainda existentes.
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