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BLACK BASS
O dia do peixe
Por:
LF Pinheiro
Após
quatro remarcações em um ano finalmente Gonzalo e eu saímos para pescar
Black Bass na represa de Atibainha/SP, lugar de eleição dos especialistas
nesse tipo de captura, não só pelos belos exemplares que ali vivem, mas
também pela facilidade em navegar nas águas quase sempre tranquilas daquela
represa.
O bass
boat do Gonzalo é lindo, mas a falta de uso fez com que ficássemos na marina
até as 11 h fazendo reparos no sistema de alimentação da embarcação. Quando
zarpamos o calor já marcava a presença de inúmeras outras embarcações,
incluindo vela, nas águas da represa.
Minha
vontade de ‘engatar’ um bass era grande, (ainda que fosse pequeno eu ficaria
feliz da mesma maneira) pois há mais de cinco anos que eu não caçava os
bocudos, peixe pelo qual me apaixonei no início da década de 1970, e
basicamente pescando na represa da Cachoeira do França em Juquiá/SP.

No
transcorrer do dia Gonzalo e eu fomos visitando um a um os pontos de pesca
conhecidos por nós e, arremesso após arremesso, vimos o final da tarde
chegar sem nenhuma captura, apesar de duas ou três ações no transcorrer do
dia. Mesmo após tantos anos sem “visitar” os Black, cada ponto da represa
permanecia vivo em minha memória e pude recordar dos muitos momentos de
intensa alegria que passei ali.
Já ao
escurecer colocamos a proa do bass boat em direção à marina e em poucos
minutos estávamos atracados, graças à potência do motor de 170 HP. Nenhum
peixe, mas muita alegria pelo ótimo dia na companhia do Gonzalo que também
sabe encarar esportivamente resultados como esse. Afinal quem gosta de
pescar Black Bass sabe que na maioria das vezes o dia é do peixe e o que
vale é o prazer da companhia dos amigos e o bom papo.
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BLACK BASS |
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Nome Científico: |
Micropterus salmoides |
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Reino: |
Animalia |
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Phylum: |
Chordata |
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Classe: |
Actinopterygii |
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Ordem: |
Perciformes |
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Família: |
Centrarchidae |
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Micropterus salmoides
(Lacepède, 1802). |
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Sinônimos: |
Autor: |
Data: |
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Aplites salmoides |
Lacepède |
1802 |
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Grystes megastoma |
Garlick |
1857 |
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Huro
nigricans |
Cuvier |
1828 |
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Huro
salmoides |
Lacepède |
1802 |
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Labrus salmoides |
Lacepède |
1802 |
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Micropterus salmoides |
Lacepède |
1802 |
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Perca
nigricans |
Cuvier |
1828 |
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Nome comum: |
Idioma: |
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largemouth bass |
Inglês |
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black bass |
Inglês |
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achigã |
Portugal |
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Black Bass |
Brasil |
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Descrição morfofisiológica: Espinhos dorsais: 10.
Raios dorsais: 12 - 14. Espinhos anais: 3. Raios anais: 10 - 12. Vertebras:
30 - 32. Boca Grande, maxilar estendendo-se à frente dos olhos. Nadadeiras
pélvicas não unidas por membrana. Coloração verde até oliva no dorso,
branco-leitoso até amarelo no ventre, com uma banda preta percorrendo o
opérculo até a base da nadadeira caudal. Nadadeira caudal com 17 raios.
Mesmo em cativeiros reproduzem-se naturalmente, sem intervenção humana, sua
desova ocorre de setembro à novembro. Os machos constroem os ninhos a cerca
de 1m de profundidade e a fêmea deposita seus ovos em número aproximado de
4.000; o tempo de incubação é de aproximadamente 10 dias, variando de acordo
com a temperatura da água; os alevinos se alimentam de zooplancton e o macho
cuida vorazmente de seus filhotes por aproximadamente 30 à 40 dias.
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Rota de dispersão:
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Aquacultura |
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Reprodução: |
Sexuada |
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Forma
biológica:
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Peixe |
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Dieta: |
Canibal ; Carnívoro |
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Introdução no Brasil:
Foram introduzidos no Brasil pelo Dr. Jair Lins, de Belo Horizonte, em 1922
após 18 tentativas, mas hoje também encontramos os basses nos estados de São
Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A população atual (SP)
tem origem em 1949, quando engenheiros americanos que construíram a represa
de Jurupará trouxeram alguns exemplares e em 1953 foi a vez das regiões das
cachoeiras da França e Fumaça. Hoje em dia podemos também encontrar em
outras represas paulistas próxima a capital como a de Piracaia, Atibainha e
Bragança Paulista.
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Causa da introdução |
Forma |
Local |
Data |
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Por interesse de aquicultura |
Voluntária |
Belo Horizonte |
1922 |
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Por interesse de aquicultura |
Voluntária |
São Paulo |
1949 |
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Uso econômico:
Psicultura, criação em
lagoas para pesca esportiva.
Impactos ecológicos: Predação de espécies
nativas: os adultos se alimentam de peixes, lagostas e rãs; os jovens se
alimentam de crustáceos, insetos e pequenos peixes.
Área de distribuição onde a espécie é nativa:
América do Norte: St. Lawrence - Great Lakes, baía Hudson (Red River), e rio
Mississippi;
A espécie está também
perfeitamente aclimatada em Cuba, Panamá, Havai, México e Venezuela.
Ambiente
natural:
Bentopelágico de água
doce, com pH entre 7 - 7,5 e até 7 m de profundidade. Hábita lagos
Ambientes
preferenciais para invasão:
Estuários, lagos, cursos
d'água, várzeas. Preferem águas calmas e limpas e seus podem ser encontrados
em lagos, represas e açudes. Os basses procuram se abrigar em estruturas
submersas tais como tocos, pedras e galhadas.
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