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BLACK BASS
O dia do peixe

 

Por: LF Pinheiro

Após quatro remarcações em um ano finalmente Gonzalo e eu saímos para pescar Black Bass na represa de Atibainha/SP, lugar de eleição dos especialistas nesse tipo de captura, não só pelos belos exemplares que ali vivem, mas também pela facilidade em navegar nas águas quase sempre tranquilas daquela represa.

O bass boat do Gonzalo é lindo, mas a falta de uso fez com que ficássemos na marina até as 11 h fazendo reparos no sistema de alimentação da embarcação. Quando zarpamos o calor já marcava a presença de inúmeras outras embarcações, incluindo vela, nas águas da represa.

Minha vontade de ‘engatar’ um bass era grande, (ainda que fosse pequeno eu ficaria feliz da mesma maneira) pois há mais de cinco anos que eu não caçava os bocudos, peixe pelo qual me apaixonei no início da década de 1970, e basicamente pescando na represa da Cachoeira do França em  Juquiá/SP.

LF com Bass na Represa de Atibainha/SP – fevereiro/82

No transcorrer do dia Gonzalo e eu fomos visitando um a um os pontos de pesca conhecidos por nós e, arremesso após arremesso, vimos o final da tarde chegar sem nenhuma captura, apesar de duas ou três ações no transcorrer do dia. Mesmo após tantos anos sem “visitar” os Black, cada ponto da represa permanecia vivo em minha memória e pude recordar dos muitos momentos de intensa alegria que passei ali.

Já ao escurecer colocamos a proa do bass boat em direção à marina e em poucos minutos estávamos atracados, graças à potência do motor de 170 HP. Nenhum peixe, mas muita alegria pelo ótimo dia na companhia do Gonzalo que também sabe encarar esportivamente resultados como esse. Afinal quem gosta de pescar Black Bass sabe que na maioria das vezes o dia é do peixe e o que vale é o prazer da companhia dos amigos e o bom papo.

BLACK BASS
Nome Científico:

Micropterus salmoides

Reino: Animalia
Phylum: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Perciformes
Família: Centrarchidae
 
Micropterus salmoides (Lacepède, 1802).
Sinônimos: Autor: Data:
Aplites salmoides Lacepède 1802
Grystes megastoma Garlick 1857
Huro nigricans Cuvier 1828
Huro salmoides Lacepède 1802
Labrus salmoides Lacepède 1802
Micropterus salmoides Lacepède 1802
Perca nigricans Cuvier 1828
 
Nome comum: Idioma:
largemouth bass Inglês
black bass Inglês
achigã Portugal
Black Bass Brasil
 

Descrição morfofisiológica: Espinhos dorsais: 10. Raios dorsais: 12 - 14. Espinhos anais: 3. Raios anais: 10 - 12. Vertebras: 30 - 32. Boca Grande, maxilar estendendo-se à frente dos olhos. Nadadeiras pélvicas não unidas por membrana. Coloração verde até oliva no dorso, branco-leitoso até amarelo no ventre, com uma banda preta percorrendo o opérculo até a base da nadadeira caudal. Nadadeira caudal com 17 raios. Mesmo em cativeiros reproduzem-se naturalmente, sem intervenção humana, sua desova ocorre de setembro à novembro. Os machos constroem os ninhos a cerca de 1m de profundidade e a fêmea deposita seus ovos em número aproximado de 4.000; o tempo de incubação é de aproximadamente 10 dias, variando de acordo com a temperatura da água; os alevinos se alimentam de zooplancton e o macho cuida vorazmente de seus filhotes por aproximadamente 30 à 40 dias.

   
Rota de dispersão:

Aquacultura

Reprodução: Sexuada
Forma biológica: Peixe
Dieta: Canibal ; Carnívoro
   
 

Introdução no Brasil: Foram introduzidos no Brasil pelo Dr. Jair Lins, de Belo Horizonte, em 1922 após 18 tentativas, mas hoje também encontramos os basses nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A população atual (SP) tem origem em 1949, quando engenheiros americanos que construíram a represa de Jurupará trouxeram alguns exemplares e em 1953 foi a vez das regiões das cachoeiras da França e Fumaça. Hoje em dia podemos também encontrar em outras represas paulistas próxima a capital como a de Piracaia, Atibainha e Bragança Paulista.

Causa da introdução Forma Local Data
Por interesse de aquicultura  Voluntária Belo Horizonte 1922
Por interesse de aquicultura  Voluntária São Paulo 1949
 

Uso econômico: Psicultura, criação em lagoas para pesca esportiva.

Impactos ecológicos: Predação de espécies nativas: os adultos se alimentam de peixes, lagostas e rãs; os jovens se alimentam de crustáceos, insetos e pequenos peixes.

Área de distribuição onde a espécie é nativa: América do Norte: St. Lawrence - Great Lakes, baía Hudson (Red River), e rio Mississippi; A espécie está também perfeitamente aclimatada em Cuba, Panamá, Havai, México e Venezuela.

Ambiente natural: Bentopelágico de água doce, com pH entre 7 - 7,5 e até 7 m de profundidade. Hábita lagos

Ambientes preferenciais para invasão: Estuários, lagos, cursos d'água, várzeas. Preferem águas calmas e limpas e seus podem ser encontrados em lagos, represas e açudes. Os basses procuram se abrigar em estruturas submersas tais como tocos, pedras e galhadas.