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SEMEAR e COLHER
Semear e Colher

Texto: André Braghetta
Fotos: arquivo pessoal e by LF



Em 1942 meus avós maternos compraram a fazenda Paraíso em Guaranésia/MG e foi neste cenário, anos mais tarde, que começou minha paixão pela pesca. Ainda garoto passava horas e horas pescando lambaris no ribeirão local, traíras e tilápias nos açudes da propriedade. Muito tempo depois minha mãe herdou uma parte, que carinhosamente chamamos de fazenda Serra do Paraíso e hoje produzimos café e gado de corte e comercializamos bezerros Nelore desmamados. A fazenda tem seis pequenos açudes com áreas entre 1.500 e 4.000 m2 os quais serviam somente para dar água ao gado. No início dos anos 90 nós adaptamos estes açudes para a piscicultura (engorda) e comprávamos os alevinos, alimentávamos durante um ano e comercializávamos peixes - tambacus, matrinchãs e tilápias - para pesqueiros da região.

Em 2001 decidimos encerrar as atividades de engorda de peixes na fazenda e os açudes ficaram somente com tilápias que não foram introduzidas, mas apareceram sem se saber bem como, e o pessoal de lá diz que “brotaram do barro”.

Em 2005 resolvi usar as tilápias residentes nos açudes como peixe forrageiro e introduzir espécies carnívoras e onívoras, para controlar a população de tilápias e também ter a opção de pesca esportiva nos açudes, pois queria aprender a pescar com fly.

Junto aos proprietários e técnicos de três pisciculturas respeitadas da região (Águas Claras, XV de Novembro e Rio Doce), busquei orientação a fim de verificar qual era a quantidade adequada e o melhor consórcio de espécies para introduzir nos açudes. Mesmo com toda esta análise, muita coisa foi resolvida na base da ‘tentativa e erro’, por exemplo: tentei colocar alevinos de tucunarés azuis e amarelos em duas oportunidades, mas não sobreviveram e até hoje não sabemos qual o motivo.
 

   

Em 7/08/2005 fui com o LF Pinheiro até a fazenda para fazer o curso fundamental de Flyfishing e nesse mesmo dia recebi os primeiros alevinos das espécies selecionadas de dourados, matrinxãs e tambacus, e como bônus dos fornecedores ganhei seis pirararas. Inicialmente estes peixes foram colocados nos dois açudes maiores com 4.000 m2 cada.

 

Em 7/08/2005 fui com o LF Pinheiro até a fazenda para fazer o curso fundamental de Flyfishing e nesse mesmo dia recebi os primeiros alevinos das espécies selecionadas de dourados, matrinxãs e tambacus, e como bônus dos fornecedores ganhei seis pirararas. Inicialmente estes peixes foram colocados nos dois açudes maiores com 4.000 m2 cada.

 

Passados quatro anos os açudes estão uma delícia para se pescar e, no início de março deste ano, estive na fazenda com três amigos e foram inúmeras as ações e muitas capturas. Pegamos dourados com peso variando entre 2  a 6 Kg, tambacús de 5 kg, matrinchãs de 1 kg a 3 kg, piracanjubas de 1 kg e tilápias grandes com até 3 kg. Haja mosca para aguentar tanto peixe.

     

 

Para mim a fazenda sempre foi um lugar abençoado e agora está ainda mais gostoso ir para lá. Sou muito grato a Deus pela minha vida, família, saúde, amigos, trabalho, prosperidade e as boas oportunidades que tenho tido. Uma delas, por exemplo, foi conhecer o LF que é profissional dedicado, cuidadoso e que me iniciou no Flyfishing, um esporte prazeroso e completo. Após esses anos de convívio podemos dizer que somos além de Flyfishers, amigos.

Desde pequeno aprendi que nada cai do céu e que é preciso planejar o futuro, trabalhar duro e que quando isso acontece na maioria das vezes o que foi bem semeado oferece boa colheita. Os resultados obtidos com os peixes lá na fazenda comprovam isso e posso, entre uma pescaria e outra, fazer treinamentos para melhorar ainda mais as técnicas com o Flyfishing e me divertir com os amigos.