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A
pousada do Jorge é muito bem arrumada, com cômodos amplos e aquecidos
e como estávamos no início da estação, tive a honra de comer a comida
feita pelo próprio Jorge. O grupo estava formado pelos amigos Daniel
Ontiveros e Marcelo Lino, ambos da Asociación de Pesca con Mosca Del
Neuquén, e eu.
Sob
a liderança do Jorge, os dois primeiros dias de pescaria foram ótimos,
mas a surpresa estava reservada para o último dia. Logo ao amanhecer
saímos em direção ao lago Rivadávia, para dali pescar embarcado no rio
do mesmo nome. As trutas começaram a sair já no lago, e na boca do rio
os salmões deram o ar-da-graça. Muita ação e os dois botes – Daniel
com Marcelo e eu com Jorge – seguiam rio abaixo desfrutando das belezas
e das trutas.
Acampamos
para almoçar e Jorge avisa que iríamos pescar um pouco mais abaixo em
um Spring Creek – riacho formado pelo degelo -, cuja localização é mantida
em segredo.
Ao
ouvir isso a adrenalina aumentou de tal maneira que perdi a fome. Comecei
a buscar na mente todas as informações que eu havia obtido sobre a pesca
em Spring Creeks e imediatamente providenciei um conjunto para a ocasião.
Após
nos aconselhar sobre como se portar no riacho, Jorge distribuiu o grupo
e literalmente nos camuflamos nas margens, espreitando pelas trutas.
Pendurei a máquina fotográfica em um galho, prontinha para registrar
o momento do engate, pois tinha certeza que isso iria acontecer. |