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EVOLUÇÃO
eis a questão
Por:
LF Pinheiro
Os evolucionistas acreditam
que os seres humanos têm origem no macaco e os criacionistas acreditam que
fomos criados por uma inteligência maior a qual convencionou-se chamar de
Deus. Fico com esses últimos, até por que para testar a teoria do
evolucionismo há mais de trinta anos coloquei um montão de letrinhas
separadas num pequeno pote e todos os anos o abro para ver se formaram uma
frase, mas ainda nem uma palavrinha sequer, mesmo que somente um simples
monossílabo do tipo ‘eu, pé, dou’, nadica de nada. Além disso, se o homem
evolui do macaco tem que ter havido uma fase de transição, qual seja a
mudança da forma símia para a humana e até o momento, por mais que se
pesquise, escave e esmiúce na história da humanidade ainda não apareceu o
tal ‘elo perdido’.
A ciência afirma que a
diferença genética entre os símios e humanos é de apenas 6%, sem levar em
conta a capacidade cognitiva, e eu acredito que mesmo que todos tenham sido
criados por Deus – a inteligência maior - Ele os fez singularmente ainda
que o pequeno percentual esconda a enorme diferença intrínseca. Tão grande
que podemos num primeiro olhar diferenciar um do outro. Coisa simples de
perceber, mas não tão simples de compreender.
Assim é com o método de
pesca denominado Flyfishing e os demais recursos para captura de peixes. O
propósito é o mesmo, mas a essência é muito distinta.
Ao ver um Flyfisher pleno
executando a pesca esportiva pode-se perceber imediatamente a plasticidade,
elegância, técnica e inteligência existentes na prática. Quando examinados
mais de perto constata-se que são providos de outros recursos como por
exemplo, a compreensão, o respeito pelo ecossistema e o procedimento ético
onde o esporte é praticado.
O Flyfisher, também chamado
de pescador com mosca, distingue-se por não perseguir a idéia de que só é
bom quem mata peixes e captura muitos deles. Ele fica bastante feliz ao
fazer um arremesso e apresentação perfeitos da mosca na água. Isso basta.
Até por que foi ele mesmo que confeccionou sua própria isca, pesquisando
técnicas e materiais que permitam a similaridade entre o natural e
artificial, e bom o suficiente para que o peixe acredite ser real. Um
arremesso bem feito é o resultado de pesquisa para compra do equipamento que
se ajuste ao biótipo e de muitas horas de treino. A escolha do lugar para a
prática da pesca esportiva recai sempre sobre ambientes bucólicos, onde a
interação homem/ecossistema ocorre longa e prazerosamente, também é feita
com discernimento.
O Flyfisher quer estar
envolvido com grandes peixes, sempre. E sente a mesma alegria quando captura
um lambari de seis centímetros no tippet 9X ou um tucunaré mau criado que
provoca explosão ao entrar num popper amarrado num tippet 0,30 mm. A emoção
e o contentamento não são menores se ao final do dia haver pegado “somente”
a paz e felicidade que só o Flyfishing proporciona. Esse é o perfil do
Flyfisher, o qual em última análise está em evolução, como pescador e como
ser humano.
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