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VARAS PARA FLYFISHING
Síntese da história

Por: LF Pinheiro

Os registros históricos mostram que 2000 anos antes de Cristo os fenícios usavam varas longas e flexíveis tendo como iscas insetos naturais, para pescar em águas claras o que chamavam de “peixes prateados”.

Durante o período de colonização inglesa pelo mundo afora, os súditos da Rainha se depararam com os chineses utilizando varas longas e flexíveis. Elas eram feitas de um tipo especial de bambu (Tonkin, só existente na China) e usadas para pescar com linha longa e insetos como isca.  Mais tarde, os ingleses encontraram outro tipo de bambu na Índia, que também foi usado para fazer as varas de pesca.

No final da primeira metade do século XX o descobrimento da fibra de vidro possibilitou a fabricação de varas que mudaram o conceito de pesca com mosca. No começo dos anos 60, ainda no século XX, a indústria internacional passou a contar com fornecimento de tecnologia de ponta, através da NASA, oferecendo diversas composições estruturais.

LF na cachoeira do rio Culuene
Atualmente as varas mais eficientes estão sendo feitas a partir de ligas de carbono e isso possibilita muita resistência e pouco peso. Hoje há no mercado internacional varas feitas com ligas de titânio. Em última análise, isto significa que aqueles produtores que possuem condições financeiras poderão comprar da NASA a tecnologia para fabricar suas varas, de acordo com a exigência do mercado.
Para o flyfisher o importante é que o produto seja resistente, leve, eficiente, durável, com preço compatível e que tenha garantia por toda a vida. O conjunto dessas propriedades tem nome: Qualidade. Uma vara de qualidade garante bons resultados e muita alegria para o flyfisher.
LF e marrom
Nomenclatura

As varas para fly estão classificadas de acordo com: ação, potência, tamanho e partes.

Ação

Ação significa o tempo que a vara necessita – após haver sido acionada pelo flyfisher - para ser “carregada” com o peso da linha, permitindo assim o arremesso, e esse procedimento recebe o nome de biomecânica.

Atualmente temos varas com ações:
Lenta = dobra da base até a ponteira.
Progressiva = dobra os ¾ finais.
Progressiva/rápida = dobra os 2/3 finais.
Rápida = dobra o 1/3 final.
Extra rápida = dobra a ponteira e recebe reforço no butt.

LF em Ilhabela
Varas com ação lenta e progressiva servem melhor para arremessos de precisão. Varas com ação progressiva/rápida e rápida servem melhor para arremessos em distância.

Potência

A potência da vara está relacionada com o peso da linha que ela irá receber, e hoje a classificação vai de # 0 até # 17. Isso quer dizer que quanto mais alta a numeração, mais forte é a vara. A escolha da potência da vara está intimamente ligada ao peso do peixe que se pretende pescar.
LF em Esquel - AR

Tamanho

As varas de fly podem ter comprimento variando entre 6’.3’’ e 12’. Geralmente as varas mais curtas são as de menor potência, em razão disso, são usadas em lugares com pouco espaço, onde normalmente habitam peixes pequenos.

Partes

Podemos encontrar varas com duas e até oito partes, sem comprometimento da ação e potência. É claro que isto vale para varas de marcas tradicionais, onde existe a aplicação de alta tecnologia na fabricação.
Em verdade o que vai definir o número de partes da vara é o flyfisher, em razão do transporte habitualmente utilizado por ele. Se as viagens são feitas de carro, varas com duas ou três partes estão bem indicadas.

Vara Thomas & Thomas
No caso das pescarias serem feitas usando freqüentemente o transporte aéreo, a escolha deverá recair nas varas com três ou mais partes, que deverão ser levadas como bagagem de mão.

Custo

O preço das varas para flyfishing é bem variado e cabe em qualquer bolso. O custo vai de U$50,00 até U$5.000,00 (preços praticados no mercado norte americano) e não podemos esquecer que quando vendidas no Brasil o custo é, no mínimo, em dobro em razão da carga tributária (68%) mais transporte e margem de lucro de comerciante.

Conclusão

A potência da vara irá fatalmente determinar o número da linha e da carretilha. A escolha do equipamento deverá estar baseada na espécie de peixe que mais gosta ou pretende pescar.

Assim, se você vai pescar com moscas pequenas em riachos e pequenos lagos, a opção deverá recair sobre uma vara de ação lenta ou progressiva e não muito longa, com no máximo, 8’.3’’.
Se suas pescarias forem realizadas em água salgada, na praia ou em costões, por exemplo, a escolha deverá ser uma vara de ação rápida ou extra-rápida e com 12’ de comprimento.

Para quem deseja iniciar ou trocar o equipamento, a sugestão é um conjunto # 6, com vara de 9’, em três partes e com ação progressiva. Uma carretilha com dois carretéis extras e linhas weigh forward – floating (WF F), shooting taper (ST) #3 (razão de afundamento) e intermediate (I), e o backing (suporte da linha) deverá ser de 20lb com 50m de comprimento.

Com a utilização de líderes em tamanhos e potencias variadas, esse conjunto poderá ser usado para pescar desde lambaris até peixes com 3 kg, sem grandes transtornos.

Deverá se levado em conta que a média de peso dos peixes de água doce pescados no Brasil está em torno de 2 kg, e para isso não será necessário um equipamento muito forte.
As exceções deverão ser tratadas como tal.
LF no rio S. Benedito - Pará

Para ler sobre as linhas de fly clique aqui