A
paisagem entre Junin de los Andes e o Lodge las Lagunas, que está as
margens do rio Collon Cura é de tirar o fôlego. Montanhas – incluindo
o extinto vulcão Lanin - com cumes nevados, ao longe no horizonte, emolduram
uma vegetação de cores fortes no outono e o sol com luz macia nessa
época do ano projeta sombras longas o que possibilita boas fotos.
Já
na área da fazenda é possível avistar animais selvagens, como o cervo
Colorado que em manadas de até 30 indivíduos pastam tranqüilamente próximos
a estrada. A impressão que se tem é de estar em um grande jardim zoológico
a céu aberto, tamanho é a variedade de animais. Mais tarde fiquei sabendo
que isso se deve a proteção dada pelo “Mario Louco” – assim é chamado
pelo povo – proprietário da fazenda que defende os animais, prendendo
invasores e depredadores. Com certeza “louco” é quem quer enfrentar
o calibre 357 que o Mario carrega, ou o fuzil 320 com mira infravermelho,
uma vez que ele é excelente atirador.
Para
pescar no rio estávamos em quatro, Roberto e seu filho do mesmo nome,
Daniel e eu. Caminhando por dentro d’água eu via gansos, marrecos e
cervos bramando pelas fêmeas, quase ao alcance dos braços. O Collon
Cura, naquele trecho e nesta época do ano, tem uns quarenta metros de
largura e muitos poços para arremessar as moscas. E lá fomos nós descendo
o rio em busca das trutas arco-íris.
Já
ao final da tarde (mais ou menos 20h) o Roberto Sacconi me chamou e
deu-me uma mosca de nome Cat Fish, dizendo-me que a partir daquele
momento era chegado o momento de usa-la. E não deu outra coisa, fui
fisgando uma truta atrás da outra, com peso médio em torno de 1kg e
que brigam pra valer, além de darem saltos espetaculares. Todos nós
estávamos muito alegres com a diversão encontrada no Collon Cura, um
rio que vale ser visitado várias vezes.