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THAIMAÇU
De volta
ao paraíso
Texto e Fotos:
LF Pinheiro
Passados
nove anos retornei à pousada Thaimaçu junto com os
amigos Odino, Luiz e André para pescar num dos lugares
mais bonitos que conheço e que oferece variedade e
qualidade de peixes valentes e manhosos. A organização e
manutenção da pousada passaram por mudança
administrativa e é preciso reconhecer que o que já
estava bom, ficou ainda melhor sob a gerência da Dona
Eunice que cuida pessoalmente de todos os detalhes
necessários para agradar os mais exigentes pescadores.
Em
pleno mês de agosto a lotação – agora limitada
em 24 pescadores – estava completa com
aficionados da pesca com iscas vivas,
artificiais e flyfishing sendo colocados à prova
diariamente pelos tucunarés, pirararas,
cacharras, cachorras, bicudas, trairões e pacus,
além de outras espécies menos comuns para a
época. Por exemplo, um casal que pescava fazendo
uso de iscas vivas conseguiu pescar e registrar
uma pirarara com 32 kg de peso e isso fez a
felicidade da jovem esposa que foi a responsável
pelo fato.
Pessoalmente
prefiro lançar minhas moscas nas corredeiras da
Cachoeira do Jaú em busca de pacus borracha que
usam a força e velocidade das águas para judiar
muito da Thomas & Thomas Horizont #7 e deste
pescador que já sente o peso da idade e as
consequências da doença que há quatro anos me
acometeu. Mas nada disso parece ter muita
importância quando um “borrachão” mete os dentes
na mosca e dispara como locomotiva descontrolada
rio abaixo, saltando acrobaticamente na
tentativa de se livrar do coquinho amarrado num
circle hook #2/0 cravado no canivete do lado
esquerdo da mandíbula do peixe.
Nos
dias que antecedem a aventura, ao preparar o
equipamento, tive o cuidado de selar os nós do
líder e do pequeno encastoador para não ter o
dissabor de ver o peixe escapar por
incompetência minha. As pescarias anteriores já
ensinaram o procedimento correto para desafiar
esses exemplares e sei que qualquer bobeada é
suficiente para evitar o uso da câmara
fotográfica no registro do fato. Sei também que
o freio da Waterworks/Lamson ULA Force 3 tem que
estar criteriosamente regulado para aguentar
vinte minutos de intensa luta com um pacu de 4
kg, caso contrário alguma coisa irá se romper.
Mas nem
só de “borracha” vive este flyfisher e é
necessário ir à busca de outras espécies para
ilustrar a matéria e comprovar que o método de
pesca é extremamente eficiente, além de
totalmente interativo. Dou preferência para
pescar os peixes que vejo e, com o auxílio
indispensável do guia Marcelo, coloquei a tuvira
cinza amarrada em pelo de coelho no focinho do
trairão que não hesitou em destroçar a mosca e
tentar se emaranhar no capinzal que cobre parte
da lagoa. Mais uma vez a T&T #7 mostra que tem
qualidade de sobra e consegue segurar o bicho
pré-histórico antes que ele consiga seu intento
e faz que ele altere o rumo para o meio da lagoa
e chega a vez da carretilha Ari Art #7 trabalhar
mostrando sua força e suavidade para liberar e
tracionar o exemplar de 9 kg para as fotos.
Os dias
vão passando e alterno os períodos de pescaria
em busca de pacus borracha e outras espécies
como bicudas, trairões, cachorras e tucunarés,
incluindo a espécie Vermelho, também conhecido
como Fogo e endêmica no rio s. Benedito. O
“sacrifício” é grande, mas necessário para
cumprir os objetivos da viagem e a pior parte é
sem dúvida o regresso à agitação da vida na
terceira maior cidade do planeta. Porém basta
fechar os olhos para que as imagens maravilhosas
daquele lugar e dos seus habitantes tomem conta
de mim com intenso efeito positivo e recarrega
instantaneamente meu corpo e espírito que
recebem isso como Graça de Deus.
Afinal,
retornarei em maio e até lá as “baterias” se
manterão carregadas com as imagens registradas
no Thaimaçu, o paraíso na Terra.

Para ler "Cururu – aqui tem
muito peixe"
clique aqui.
Para ler "Thaimaçu – pescando no
paraíso"
clique aqui.
Para ver o vídeo "Thaimaçu – pescando no
paraíso"
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