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THAIMAÇU
Pescando no paraíso
Por André Braghetta
Fotos: arquivo do autor
Na primeira semana de Agosto fui com os amigos
LF Pinheiro, Luiz e Odino pescar nos rios S.
Benedito e Azul e ficamos hospedados na Pousada
Thaimaçu. A preparação desta pescaria começou
quase um ano antes, com as reservas na pousada e
foi muito difícil controlar a ansiedade, que
aumentava proporcionalmente com a chegada da
data.
Eu já havia pescado na Amazônia, no rio
Roosevelt, e fiquei impressionado com a
variedade de peixes, os rios, a fauna e a flora
onde tudo é majestoso. Por isso a pescaria de
agora estava me deixando com mais vontade de
voltar ao ambiente amazônico.
Depois de pesquisar sobre o lugar optei por
levar três conjuntos, uma vara Winston XTR # 8,
com carretilha Tibor Everglades; uma vara
Thomas &Thomas Vector # 9, com carretilha Tibor
Riptide e uma vara T&T Helix # 7, com uma
carretilha Waterworks-Lamson ULA. Cada conjunto
com um carretel extra, diversas linhas, líderes
dos mais variados tipos e moscas, muitas moscas.
Chegando lá nós fomos pegos por uma frente fria,
que deu uma arrefecida nos ânimos dos peixes,
mas só na quantidade e não na qualidade. Cada
peixe fisgado me honrava com muita luta e
disposição e o uso do equipamento de fly
adequado fazia aumentar a emoção e subir o nível
de adrenalina.
Alguns confrontos ficarão para sempre na minha
memória e um deles foi quando saímos para pescar
Pacu Borracha nas corredeiras da Cachoeira do
Jaú e um deles, depois de mais de quinze minutos
de luta, não dava sinais de se render. O Pacu
estava judiando do conjunto Winston/Tibor # 8 e
por isso o Fininho piloteiro teve que soltar o
barco das pedras para ir ao encontro do peixe no
meio da corredeira. Foi preciso mostrar muita
habilidade de piloteiro para que pudéssemos
embarcar o exemplar.

Noutro dia estávamos numa lagoa rasa e de águas
transparentes, o que permitia a localização dos
peixes no visual, e encontramos um enorme
Trairão eu o fisguei três vezes, porém sem
conseguir embarcá-lo.
Outra emoção muito grande foi poder fisgar
Tucunarés Fogo, que só são encontrados naquela
região, e foram inúmeros os exemplares
capturados que possuem incrível disposição para
lutar.

Tive
também alguns encontros memoráveis com as
Cachorras, ao entardecer de cada dia de pesca, e
para cada exemplar embarcado foi necessário
‘sacrificar’ meia dúzia de moscas com as
piranhas que atacam no mesmo horário.
Ao
final de cada dia de “trabalho duro” nós nos
encontrávamos no restaurante da Pousada para
mostrar as fotos e falar sobre como havia sido o
dia. O lugar é extremamente bem cuidado pela
Dona Eunice, onde todos os detalhes são
observados, para que os pescadores se sintam
muito bem. O pessoal que trabalha na Pousada faz
de tudo para que o pescador fique a vontade e
sinta-se relaxado para por em prática suas
habilidades na pescaria.
Por conta disso nós já fizemos a reserva para
Maio de 2011 e novamente já está difícil
controlar a ansiedade.
Para ler "Thaimaçu –
de volta ao paraíso"
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